CRÔNICA DE LILIAN GONÇALVES SOBRE A CIDADE DE SÃO PAULO

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Ah minha paulicéia desvairada!

Você completa mais um aniversário.

Cidade que nunca dorme, como eu.

Terra da garoa , do sol e do calor.

Adoro passear por tuas avenidas.

Nesta cidade que abriga a todos,

Que aqui vem, para trabalhar, se divertir,

Fazer compras ou passear.

Cidade do Edifício Martinelli,

Cidade do Palácio dos Bandeirantes.

Maior centro financeiro deste País e

Maior polo de entrenimento.

És uma é és muitas, por seu povo,

 Por sua cultura ,arte, gastronomia e turismo.

Da Ipiranga com a Avenida São João,

Da Paulista com a Rua Augusta,

Da 25 de março com a José Paulino,

De Itaquera  aos Jardins ,

Dos metrôs aos aeroportos.

 

 

Do Ibirapuera ao Ipiranga,

Da Rua Canuto do Val, palco da cidade,

Que nunca dorme

Eu grito que te amo São Paulo.

És maravilhosa de janeiro a dezembro.

Foi aqui nesta cidade com nome de santo,

Que escolhi para viver , criar meus filhos e ter meus negócios.

E escolhi também um  nome de Santa ,

A  Santa Cecília “padroeira dos músicos”,

Para fincar minhas raízes.

São Paulo do Masp e do Pavilhão do Ibirapuera,

Da Pinacoteca e da Estação da Luz,

Do Teatro Municipal e do Mercadão,

Do Minhocão e do Anhangabaú,

Da Sala São Paulo e do Mam,

Do   Museu do Ipiranga e  da Liberdade,

Da   Guarapiranga e do Anhembi.

São Paulo dos grandes shoppings centers ,

Dos grandes teatros , cinemas , casas de espetáculos.

De todos os povos, italianos, japoneses,

chineses, franceses, espanhóis, paulistas de coração.

De todos os restaurantes, de todos os sabores, para todos os povos.

 

 

Do carnaval ,que cresçe como sua majestade e grandeza,

Surgindo com todo seu explendor ,

Do Anhembi  para o mundo.

São Paulo de todos os times e de todas as torcidas:

Corinthias , Palmeiras, Santos, Portuguesa ,

E claro a do São Paulo.

 

Ah minha São Paulo, desvairada!

Tu és quatrocentona e tens como eu,

Muitas histórias para contar.

Já me sinto paulistana, nesta cidade,

Que me abraçou há cincoenta anos,

Quando aqui cheguei ,“sem lenço e sem documento”

Sem morada e até sem profissão.

Te amo do amanhecer ao pôr do sol.

Obrigado por me receber.

 

LILIAN GONÇALVES

12.1.2018